Levantamos mais tarde hoje, pois havíamos combinado de descansar mais nesta segunda passagem por Mendoza. Após o desayuno, partimos com pouquíssimas referências do que encontraríamos lá. Quando chegamos ao primeiro (e atualmente único ponto de apoio da guarda de montanha) encontramos um centro de apoio ao turista.

Água de graça (só uma garrafinha por pessoa) e muitas informações do que poderíamos ver “morro” acima. Já na saída encontramos um restaurante muito simples, mas com um almoço imperdível. Comemos uma “entradinha” de jamon crudo e um chivito com batatas al miel. Sim batatas e não papas! É, entendi que batata é batata doce e papa é batatinha, que conhecemos. De postre um flan de leite com cereja e doce de leite. Claro, uma básica garrafinha de 1l de cerveja Andes (típica de Mendoza). Ainda levamos um alfajor (do tamanho da minha mão aberta) de lanchinho pra montanha.Já nos primeiros 500m identificamos o que nos esperava. A rota dos caracóis é a subida por este lado – antiga ligação entre Argentina e Chile – com mais de 360 curvas até o topo. Um espetáculo após o outro na subida.
Algo inimaginável! Com uma sorte tremenda, o céu estava totalmente limpo e pudemos observar o topo do Aconcágua no mirante há 3.100m de altitude. Novamente sofremos um pouco com o ar rarefeito e o forte vendo. Frio? Um pouquinho, lá no mirante, pois no restante do caminho um calor insuportável. Seguimos em direção a Uspallata e encontramos um oásis no meio do deserto! É impressionante a capacidade do homem em criar condições de vida onde o clima é desfavorável. A água da geleira é direcionada para manter as árvores vivas, que mantém o solo mais úmido e a vegetação tão viva que chega a surpreender. Neste paraíso encontramos um vilarejo. Mais a frente, já na conhecida rota 7, sentido Mendoza, passamos novamente pelo Valle de Potrerillos, onde a água represada possui um azul turquesa que não sabemos justificar.























